Postarei aqui. Porém, amanhã.
Atualizado por Pedro Gurgel, às 11:25 PM.
Pedro Gurgel Moraes
Confronto com meus olhos
Todos os dias da minha vida acordo.
Olho.
E antevejo.
Todos os dias da minha vida acordo,
Olho
E não mais vejo.
Todos os dias em que acordo,
Não mais olho,
E entre tantos entretantos,
Até que, ante, vejo.
Vejo:
Todos os dias, não acordo.
Não enxergo.
Não olho.
Não cotejo.
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
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Palavra nova no meu dicionário:
COTEJO - s. m. ,confronto; comparação.
Atualizado por Pedro Gurgel, às 11:22 PM.
Pedro Gurgel Moraes
Pedro Gurgel Moraes
Amor-ampulheta
- Te amo. Incondicionalmente.
- Também te amo.
- Mentira!
- Ah, é?! Por quê?!
- Se não é mentira, então me explique esse amor! Estamos a mais de dois anos juntos e você continua cometendo os mesmos erros. Me explique esse amor que esquece o dia em que "nasceu"!
- É... Hum... Deixe-me ver...
- Viu?! Nem consegue explicar!
- Pronto!
- Pronto o quê?!
- Quer ouvir a explicação ou não?
- Quero. Fale.
- Já nem conto mais quantos meses e anos temos de namoro, pois não trato nosso amor como um calendário determinado. Nosso amor é eterno, belo, indubitável. Ele é como uma ampulheta humilde, embora feita do mais raro cristal, com seu corpo completamente preechido pela areia divina, em ambas as partes, ou seja, não importa de onde você olhe, o tempo não passa, uma vez que nosso amor está, e sempre estará, preenchido pelos grãos que sustentam o paraíso...
...
- Indubitável?! De onde foi que você tirou essa palavra?!
- Boa pergunta...
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
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Oxigênio
Uma vez tentou-se não amr.
Faltou ar.
A sede se fez companheira.
O arredor secou, mais repentinamente do que o repente.
Pois o amor é o oxigênio da alma:
Invisível ao olho nu.
Essencial à natureza humana.
A umidade, parte da água, a essência do existir (ser).
O amor é duramente maleável:
Maleavelmente seguro.
Inquestionavelmente
Único.
Depois que se ama,
Tudo está feito.
Ao menos para mim,
Desde já, é assim.
Entendi o amor que sinto.
Tudo está feito.
Amo.
Amo-te.
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
Atualizado por Pedro Gurgel, às 10:57 PM.
Pedro Gurgel Moraes
Pedro Gurgel Moraes
Mendigos
Não importa o quanto se caminhe.
Não importa por quanto se passe.
Não importa quantas ruas se terminem.
Continuaremos a fingir.
Fingir que não os vemos
E por isso,
Nada fazemos.
Continuaremos a fingir.
Fingir que não somos como eles.
E que "isso" é apenas uma questão de perspectiva.
Perspectiva.
E nada mais.
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
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Apenas mais uma poesia
Loucura,
Ignorância,
Vilania!
Não sei quem sou,
Pr'onde vou,
Ou o que seria:
Crise existencial,
Mentira,
Morte,
Cristo em sua epifania?
Medo da morte?
Medo!
Medo da Vida!
Como quem corre sem saber o que são pernas,
Como quem ama sem saber o que é noite ou dia.
O que é, Deus?! O que é?!
Apenas mais uma poesia...
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
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A primeira poesia foi escrita agora, de imediato, apenas sentimentos gritados, culpados.
A segunda está no meu perfil do Iorkut... Digo! Orkut.
Abraço a todas e todos.
Atualizado por Pedro Gurgel, às 11:55 PM.
Pedro Gurgel Moraes
Pedro Gurgel Moraes
O que há de ti
Tento te escrever em versos.
Versos não há mais.
Lápis e caneta percorrem o papel
Tentando atingir tua forma.
Nem minhas palavras,
Nem palavras de outrem,
De uma língua qualquer, ou de qualquer língua,
Conseguiriam alcançar a cor dos teus olhos.
És linda.
És bela.
Mais, muito mais!
Não haveriam versos,
Tampouco verbos.
Não existiriam pensamentos,
Ainda menos idéias.
Só houve você.
Só haveria você.
Há, somente.
Tua beleza;
Esses versos;
E o sentimento.
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
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Ignorância degolada
A manhã se anunciava pelas janelas do meu quarto. Banho; café da manhã; escovar os dentes; ônibus; escola. Nada de anormal.
Cheguei quase que instantaneamente na escola, mal pude sentir o fino calor do sol. No entanto, no colégio, havia algo um tanto diferente...
A lista. A lista dos nomes. Dos condenados à Guilhotina.
Cacei meu nome. Meu nome não estava lá.
Senti a dor de não ter a cabeça degolada por aquela Guilhotina. Logo aquela! Tinha de ser justo "A" Guilhotina?! Dois passos... Dois míseros passos! por falta deles, não tive meu nome na lista.
Procurei a sala de aula. Sentei-me na cadeira habitual. Amigos tentavam me animar dizendo que eram apenas dois passos e que, com um pouco de esperança, eu poderia dá-los. Isso feriu mais.
Passara o ano inteiro numa batalha incansável, incessante, maçante, e ao final, fui derrotado pelos dois malditos p... Como num último suspiro, tentei mostrar interesse e conhecimento numa aula.
Uma pergunta. Resposta errada.
Outra pergunta. Resposta errada.
Mais outra pergunta. Mais outra resposta errada... ERRADA!
Afundei-me na cadeira socando todo meu corpo na minha ignorância. Mergulhei pesado dentro de mim. Com os olhos secos, não pude chorar. Nem mesmo para dentro.
ZAP! A guilhotina amputou-me os braços. As pernas. A cabeça.
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
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Esses textos foram encontrados numa velha caixa, boiando sobre os Mares dos Sonhos, provavelmente vindas do passado.
Desculpem os textos simples. Eram textos arquivados em meu barco.
Atualizado por Pedro Gurgel, às 11:56 PM.
